VW 25
Freedom Bus
Saturday, March 5, 2011
HHT 010 - Days 21 to 27
13-18 Setembro 2010
Tempo para descansar um pouco, visitar alguma família e dar uma limpeza à vw25.
Ao fim de cerca de 4,500 km a lindinha decidiu descansar e recusa-se a dar sinal de vida... talvez com receio de mais provações... Desta vez, iremos mesmo de casa às costas!
Deixamos os ares da serra e levamos a menina ao Senhor Doutor, no Entroncamento. Esperemos que o prognóstico não seja reservado...
E, de facto, não foi! Afinal, só se queixava de mazelas normais, com sintomas expectáveis após tantos quilómetros, ainda mais na sua profícua idade! O Senhor Doutor cuidou muito bem dela, não sem antes, de mãos na cabeça (literalmente!), nos dar uma descompostura, incrédulo pelas aventuras por que a fizémos passar.
Platinados limpos, óleo mudado, tubo de escape remendado,... et voilá!, está pronta a seguir viagem até Lisboa, melhor do que quando começou esta jornada, há 26 dias atrás!
Chega a casa, 27 dias depois, recomposta do esforço, cheia de memórias e muito feliz pela aventura!
HHT 010 - Day 21
12 Setembro 2010
Deixamos a Cantábria e entramos na Província de Salamanca com os seus campos despidos e girassóis de cabeça baixa, talvez tristes por partirmos.
Despedimo-nos de terras de Espanha aqui, em Salamanca. A cidade fervilha de música e gente: estamos em plenas festas da cidade e todos comemoram nas ruas, entre esplanadas e barracas de comes e bebes.
Por falar em petiscos... a despedida teve como entrada Revueltos de ajetes con gambas, seguida de Rabo de toro e Bacalao con salsa de puerros. Muuiito bom!!
E, por fim, Portugal! Entramos por Vilar Formoso com a sua paisagem cheia de grandes rochedos, como se fossem gigantes adormecidos ao cair do dia.
Rumámos à Aldeia Nova, uma pequena freguesia de Trancoso, de pitorescas casas de pedra encaixadas no vale. Visitámos o acolhedor Tio João, com 87 anos e outras tantas memórias para revisitar...
Tarde da noite, chegámos a outra serra, um pouco mais a sul: a da Lousã, mais propriamente ao Cabeço do Moiro e a outras raízes.
Chegados a casa, arrumou-se a menina que, decidida (mesmo!) a descansar, se recusou a voltar a mexer e não mais se deixou ligar!
Deixamos a Cantábria e entramos na Província de Salamanca com os seus campos despidos e girassóis de cabeça baixa, talvez tristes por partirmos.
Despedimo-nos de terras de Espanha aqui, em Salamanca. A cidade fervilha de música e gente: estamos em plenas festas da cidade e todos comemoram nas ruas, entre esplanadas e barracas de comes e bebes.
Por falar em petiscos... a despedida teve como entrada Revueltos de ajetes con gambas, seguida de Rabo de toro e Bacalao con salsa de puerros. Muuiito bom!!
E, por fim, Portugal! Entramos por Vilar Formoso com a sua paisagem cheia de grandes rochedos, como se fossem gigantes adormecidos ao cair do dia.
Rumámos à Aldeia Nova, uma pequena freguesia de Trancoso, de pitorescas casas de pedra encaixadas no vale. Visitámos o acolhedor Tio João, com 87 anos e outras tantas memórias para revisitar...
Tarde da noite, chegámos a outra serra, um pouco mais a sul: a da Lousã, mais propriamente ao Cabeço do Moiro e a outras raízes.
Chegados a casa, arrumou-se a menina que, decidida (mesmo!) a descansar, se recusou a voltar a mexer e não mais se deixou ligar!
HHT 010 - Day 20
11 Setembro 2010
Almoçámos perto da hondartza (aka, praia), com os céus cheios de voadores coloridos!
Mais uma vez: Ongi etorri Bilbao!! Bilbao é a cidade basca mais povoada, capital económica do país e capital da Bizkaia, uma das três províncias bascas, juntamente com Vitoria-Gasteiz capital de Araba (Álava em castelhano), que ficou por ver, e a maravilhosa San Sebastián, ou melhor, Donostia, de Gipuzkoa.
Desta vez o Casco Viejo mostra-se à luz do dia, com as suas siete calles na margem direita do Nervión.
Já nos faltam as palavras para ilustrar o que vamos vendo e sentindo. O País Basco foi outro dos pontos altos desta nossa aventura (a par com os Pirinéus soberbos), a merecer umas férias só para si, a conhecê-lo e a desfrutá-lo.
O relógio não pára e há que voltar à estrada, com paragem em Santander para jantar.
Almoçámos perto da hondartza (aka, praia), com os céus cheios de voadores coloridos!
Mais uma vez: Ongi etorri Bilbao!! Bilbao é a cidade basca mais povoada, capital económica do país e capital da Bizkaia, uma das três províncias bascas, juntamente com Vitoria-Gasteiz capital de Araba (Álava em castelhano), que ficou por ver, e a maravilhosa San Sebastián, ou melhor, Donostia, de Gipuzkoa.
Desta vez o Casco Viejo mostra-se à luz do dia, com as suas siete calles na margem direita do Nervión.
Já nos faltam as palavras para ilustrar o que vamos vendo e sentindo. O País Basco foi outro dos pontos altos desta nossa aventura (a par com os Pirinéus soberbos), a merecer umas férias só para si, a conhecê-lo e a desfrutá-lo.
O relógio não pára e há que voltar à estrada, com paragem em Santander para jantar.
HHT 010 - Day 19
10 Setembro 2010
Rise and shine!
O sol brilha a convidar a um mergulho no Atlântico azul ou a um passeio por Bilbao.
Saímos na Plaza Moyúa: o destino é o Guggenheim.
O imponente edifício de Frank O. Gehry ficou concluído em 1997 e faz parte da rede de museus Guggenheim, juntamente com o Solomon R. Guggenheim de Nova Iorque, o Peggy Guggenheim Collection de Veneza e o Deutsche Guggenheim em Berlim.
O Guggenheim basco tem como missão reunir, conservar e estudar arte moderna e contemporânea, tentando expô-la a uma audiência o mais vasta possível.
Na verdade, fomos visitá-lo não tanto pelas exposições, mas por ele próprio, uma grandiosa obra de arte que não conseguimos descrever devidamente...
Considerado por muitos o melhor e mais belo edifício do séc.XX, o museu está rodeado de obras. Logo à entrada, qual esfinge guardiã dos segredos da grande pirâmide, temos o Puppy (1992), do americano Jeff Koons: um cachorrinho de 12 metros de altura que pulsa de vida através do seu "pêlo" de flores coloridas... verdadeiras!!
Entramos, e o que o museu nos oferece é espantoso! Talvez nenhum outro museu nos tenha surpreendido e maravilhado desta forma... Planeáramos visitar a cidade começando por aqui, mas... a cidade ficou para amanhã: o Guggenheim encheu-nos o dia. E o coração... e a imaginação... Quando saímos a cidade escurecia.
Apesar de não ser permitido (embora todos o fizessem mesmo à descarada...) conseguimos roubar algumas imagens para que mais tarde pudéssemos confirmar que o que nos ficara gravado na memória era mesmo real!
Ficámos a conhecer (e ficámos fãs!!) de alguns autores fabulosos! De entre as exposições disponíveis, vimos a colecção do museu, com obras de Warhol (a célebre Marilyn), Yves Klein, entre outros, e passámos sem grande entusiamo pela Gluts, ou o lixo reciclado de Robert Rauschenberg, e pelas pinturas de Henry Rosseau, desde as suas selvas vibrantes às cenas e personagens ingénuas, cómicas até.
O que nos prendeu, desde logo, foi The Matter of Time (1994-2005) do norte-americano Richard Serra, um escultor minimalista que nos convida a nos envolvermos com as suas gigantescas esculturas de aço que nos provocam inebriantes sensações cinestésicas de um espaço em movimento!
E depois... Anish Kapoor! O museu apresentava uma grande exposição monográfica deste indiano, com trabalhos desde 1979. Muito experimentalista e arrojado, pudémos ver obras dos mais variadíssimos materiais, à volta do vazio e do espaço, tácteis, vibrantes e até explosivas como a Shooting into the corner, uma instalação que ocupava toda uma sala e que consistia num canhão que disparava, em intervalos de tempo, blocos de cera vermelha para o canto branco da sala. O efeito era brutal!
A não perder e, principalmente, dois nomes a reter!
Já à saída, na área envolvente, a nossa imaginação continuou a ser mimada:
De novo Jeff Koons com as Tulipas e Arcos Rojos, do francês Daniel Buren.
Tall Tree and the Eye, do desconcertante Anish Kapoor, onde as 80 esferas se reflectem a si mesmas e ao museu indefinidamente.
Maman, da francesa Louise Bourgeois: uma fabulosa aranha que nos leva até às portas de Mordor... com a Fonte de Fogo, de Yves Klein em background.
Cá fora escurece e podemos ver Bilbao luminosa, junto à ria.
Jantamos no Bar Los Fueros: uma tasca centenária, sobrevivente de intempéries (como as grandes cheias de 83), belíssima e tão acolhedora como o basco que nos serve.
Deixámos o casco viejo e regressamos de metro, cercados por adolescentes, em bandos, que começavam a noite.
O sol brilha a convidar a um mergulho no Atlântico azul ou a um passeio por Bilbao.
Optamos pelo passeio e, depois de uma caminhada que deu a conhecer as redondezas, sempre tentando ver algo de familiar nas letras dos cartazes, apanhamos o metro de superfície na estação, ou melhor, na metro geltokia de Sopelana.
Saímos na Plaza Moyúa: o destino é o Guggenheim.
A arte vai-nos surgindo pelo caminho, como que a anunciar o que viria.
Até que, ao fundo da rua, o colosso de vidro e titânio espreita, com o seu guardião florido!
Até que, ao fundo da rua, o colosso de vidro e titânio espreita, com o seu guardião florido!
O imponente edifício de Frank O. Gehry ficou concluído em 1997 e faz parte da rede de museus Guggenheim, juntamente com o Solomon R. Guggenheim de Nova Iorque, o Peggy Guggenheim Collection de Veneza e o Deutsche Guggenheim em Berlim.
O Guggenheim basco tem como missão reunir, conservar e estudar arte moderna e contemporânea, tentando expô-la a uma audiência o mais vasta possível.
Na verdade, fomos visitá-lo não tanto pelas exposições, mas por ele próprio, uma grandiosa obra de arte que não conseguimos descrever devidamente...
Entramos, e o que o museu nos oferece é espantoso! Talvez nenhum outro museu nos tenha surpreendido e maravilhado desta forma... Planeáramos visitar a cidade começando por aqui, mas... a cidade ficou para amanhã: o Guggenheim encheu-nos o dia. E o coração... e a imaginação... Quando saímos a cidade escurecia.
Apesar de não ser permitido (embora todos o fizessem mesmo à descarada...) conseguimos roubar algumas imagens para que mais tarde pudéssemos confirmar que o que nos ficara gravado na memória era mesmo real!
Ficámos a conhecer (e ficámos fãs!!) de alguns autores fabulosos! De entre as exposições disponíveis, vimos a colecção do museu, com obras de Warhol (a célebre Marilyn), Yves Klein, entre outros, e passámos sem grande entusiamo pela Gluts, ou o lixo reciclado de Robert Rauschenberg, e pelas pinturas de Henry Rosseau, desde as suas selvas vibrantes às cenas e personagens ingénuas, cómicas até.
O que nos prendeu, desde logo, foi The Matter of Time (1994-2005) do norte-americano Richard Serra, um escultor minimalista que nos convida a nos envolvermos com as suas gigantescas esculturas de aço que nos provocam inebriantes sensações cinestésicas de um espaço em movimento!
E depois... Anish Kapoor! O museu apresentava uma grande exposição monográfica deste indiano, com trabalhos desde 1979. Muito experimentalista e arrojado, pudémos ver obras dos mais variadíssimos materiais, à volta do vazio e do espaço, tácteis, vibrantes e até explosivas como a Shooting into the corner, uma instalação que ocupava toda uma sala e que consistia num canhão que disparava, em intervalos de tempo, blocos de cera vermelha para o canto branco da sala. O efeito era brutal!
A não perder e, principalmente, dois nomes a reter!
Já à saída, na área envolvente, a nossa imaginação continuou a ser mimada:
De novo Jeff Koons com as Tulipas e Arcos Rojos, do francês Daniel Buren.
Tall Tree and the Eye, do desconcertante Anish Kapoor, onde as 80 esferas se reflectem a si mesmas e ao museu indefinidamente.
Maman, da francesa Louise Bourgeois: uma fabulosa aranha que nos leva até às portas de Mordor... com a Fonte de Fogo, de Yves Klein em background.
Cá fora escurece e podemos ver Bilbao luminosa, junto à ria.
Jantamos no Bar Los Fueros: uma tasca centenária, sobrevivente de intempéries (como as grandes cheias de 83), belíssima e tão acolhedora como o basco que nos serve.
Deixámos o casco viejo e regressamos de metro, cercados por adolescentes, em bandos, que começavam a noite.
Friday, September 10, 2010
HHT 010 - Day 18
09 Setembro 2010
Dia de descanso e de pôr o blog em dia, que já vai tão atrasado...
O camping Arrien em Gorliz é bonito e a vizinhança é calminha pelo que decidimos ficar no camping a repolhar e actualizar o nosso diário de viagem! (Possível apenas devido à paciência e persistência da Sofia em manter um registo em papel... caso contrário seria impossível recordarmo-nos de tudo :)
Depois da noite chuvosa, o dia trouxe o Sol e o céu cheio de nuvens brancas.
Para o jantar, estreámos o nosso fogareiro xpto, desdobrável, desmontável, capaz de ocupar 3cm de espessura e 50cmx50cm. Quando o espaço é pouco... Nada que não estejamos habituados em casa :)
(Não fomos lá mas...)
De qualquer forma, o repasto foram uns chocos frescos assados na brasa by chef Pedro e umas batatinhas cozinhas com cebola e azeite by chef Sofia.
Chlép!
Dia de descanso e de pôr o blog em dia, que já vai tão atrasado...
O camping Arrien em Gorliz é bonito e a vizinhança é calminha pelo que decidimos ficar no camping a repolhar e actualizar o nosso diário de viagem! (Possível apenas devido à paciência e persistência da Sofia em manter um registo em papel... caso contrário seria impossível recordarmo-nos de tudo :)
Depois da noite chuvosa, o dia trouxe o Sol e o céu cheio de nuvens brancas.
Para o jantar, estreámos o nosso fogareiro xpto, desdobrável, desmontável, capaz de ocupar 3cm de espessura e 50cmx50cm. Quando o espaço é pouco... Nada que não estejamos habituados em casa :)
(Não fomos lá mas...)
De qualquer forma, o repasto foram uns chocos frescos assados na brasa by chef Pedro e umas batatinhas cozinhas com cebola e azeite by chef Sofia.
Chlép!
HHT 010 - Day 17
08 Setembro 2010
Mudança de planos: afinal não voltamos a Donostia, a.k.a. San Sebastián. Visitamos o Monte Igeldo, o mais alto dos três montes costeiros da cidade e que nos oferece uma das mais esplêndidas vistas panorâmicas da zona. Podemos ver a Isla Santa Clara em pleno coração da baía, a proteger as praias de La Concha e Ondarreta, o Monte Ulia e os barcos de recreio que enchem a baía. As montanhas ao fundo acolhem a paisagem e o mar azul completa a imagem.
O Monte Igeldo é dominado por um torreão e um Parque de Diversões retro e nostálgico, praticamente abandonado, em memória de
diversões que já lá vão. Apenas a Montanha Suíça (!!) circula mesmo que lentamente (talvez por isso não seja Russa...) e ouve-se a voz gutural que nos chama da patética Casa del Terror. Os carrocéis estão parados, sem crianças a fazê-los rodar e brilhar, e apenas duas barracas estão abertas, como que saídas de uma época anterior num qualquer Carnivale itinerante.
Rumamos para Oeste, em direcção a Bilbao. Primeiro por estradas ladeadas de verde que serpenteiam o caminho e depois ao longo da costa atlântica. Nunca tínhamos reparado em quantas cores e tonalidades pode ter o nosso Oceano Atlântico que, forte e atrevido, tenta por vezes surpreender quem passa na estrada.
Atravessamos cidades e aldeias que nos oferecem sempre, à nossa passagem, algo bonito para levarmos connosco!
Saímos de Gipuzkoa e entramos na Bizkaia, rumando em direcção ao pôr-do-sol. Bilbo (não, não é uma gralha!) surge-nos já de noite mas, ao atravessá-la, percebemos que é bonita e com muito para ver! O pouco que nos foi apresentado agradou-nos desde logo, deixando-nos vontade de ver mais, mesmo o bairro hardcore que rapidamente descobrimos! :)
Decidimos procurar um parque de campismo e visitar a cidade de transportes públicos: além da vw25 não se entender muito bem com as cidades, desde há dois dias que parece adoentada. Depois de uma mudança de óleo (não se sentiu bem com o anterior) e de um ajuste no relanti, parece ter melhorado: a tosse diminuíu mas talvez precise de mais alguns cuidados médicos.
Veremos se o prognóstico estabiliza até chegarmos ao Sr. Doutor, já em casa...
Mudança de planos: afinal não voltamos a Donostia, a.k.a. San Sebastián. Visitamos o Monte Igeldo, o mais alto dos três montes costeiros da cidade e que nos oferece uma das mais esplêndidas vistas panorâmicas da zona. Podemos ver a Isla Santa Clara em pleno coração da baía, a proteger as praias de La Concha e Ondarreta, o Monte Ulia e os barcos de recreio que enchem a baía. As montanhas ao fundo acolhem a paisagem e o mar azul completa a imagem.
O Monte Igeldo é dominado por um torreão e um Parque de Diversões retro e nostálgico, praticamente abandonado, em memória de
diversões que já lá vão. Apenas a Montanha Suíça (!!) circula mesmo que lentamente (talvez por isso não seja Russa...) e ouve-se a voz gutural que nos chama da patética Casa del Terror. Os carrocéis estão parados, sem crianças a fazê-los rodar e brilhar, e apenas duas barracas estão abertas, como que saídas de uma época anterior num qualquer Carnivale itinerante.
Rumamos para Oeste, em direcção a Bilbao. Primeiro por estradas ladeadas de verde que serpenteiam o caminho e depois ao longo da costa atlântica. Nunca tínhamos reparado em quantas cores e tonalidades pode ter o nosso Oceano Atlântico que, forte e atrevido, tenta por vezes surpreender quem passa na estrada.
Atravessamos cidades e aldeias que nos oferecem sempre, à nossa passagem, algo bonito para levarmos connosco!
Saímos de Gipuzkoa e entramos na Bizkaia, rumando em direcção ao pôr-do-sol. Bilbo (não, não é uma gralha!) surge-nos já de noite mas, ao atravessá-la, percebemos que é bonita e com muito para ver! O pouco que nos foi apresentado agradou-nos desde logo, deixando-nos vontade de ver mais, mesmo o bairro hardcore que rapidamente descobrimos! :)
Decidimos procurar um parque de campismo e visitar a cidade de transportes públicos: além da vw25 não se entender muito bem com as cidades, desde há dois dias que parece adoentada. Depois de uma mudança de óleo (não se sentiu bem com o anterior) e de um ajuste no relanti, parece ter melhorado: a tosse diminuíu mas talvez precise de mais alguns cuidados médicos.
Veremos se o prognóstico estabiliza até chegarmos ao Sr. Doutor, já em casa...
Thursday, September 9, 2010
HHT 010 - Day 16
07 Setembro 2010
Acordamos com chuva e com uma manifestação sem fim que passava mesmo ao nosso lado. A idade da reforma parecia ser um dos motes principais e, pelos vistos, unia muita gente e muitos partidos: nem numa capital como Lisboa alguma vez viramos uma manifestação com tanta gente! O desfile não parou e durou mais de uma hora até o conseguirmos furar e sair de Bayonne.
A caminho de Espanha paramos em Saint Jean de Luz onde comemos umas Sardines grillès au nature e grillès avec pipèrade, na Grillerie du Port. Nada que chegue à nossa sardinha assada a escorrer no pão!
Seguimos viagem até San Sebastián.
Sentimo-nos logo bem recebidos pela cidade: bonita, agradável, cheia de vida (tão diferente da última Bayonne!). Apesar de algumas teorias que falam de uma origem anterior, os primeiros escritos sobre San Sebastián datam de 1014, aquando da doação a Leire, por parte do rei Navarro Sancho, o Maior, do Mosteiro de San Sebastián.
Umas voltas pelas redondezas e uns pintxos deliciosos acompanhados por uma cidra basca fresquinha.
Amanhã olharemos melhor a cidade.
Acordamos com chuva e com uma manifestação sem fim que passava mesmo ao nosso lado. A idade da reforma parecia ser um dos motes principais e, pelos vistos, unia muita gente e muitos partidos: nem numa capital como Lisboa alguma vez viramos uma manifestação com tanta gente! O desfile não parou e durou mais de uma hora até o conseguirmos furar e sair de Bayonne.
A caminho de Espanha paramos em Saint Jean de Luz onde comemos umas Sardines grillès au nature e grillès avec pipèrade, na Grillerie du Port. Nada que chegue à nossa sardinha assada a escorrer no pão!
Seguimos viagem até San Sebastián.
Sentimo-nos logo bem recebidos pela cidade: bonita, agradável, cheia de vida (tão diferente da última Bayonne!). Apesar de algumas teorias que falam de uma origem anterior, os primeiros escritos sobre San Sebastián datam de 1014, aquando da doação a Leire, por parte do rei Navarro Sancho, o Maior, do Mosteiro de San Sebastián.
Umas voltas pelas redondezas e uns pintxos deliciosos acompanhados por uma cidra basca fresquinha.
Amanhã olharemos melhor a cidade.
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